SOS

 

SERTÃO PEDE SOCORRO – 30/10/2009

 

 

Secretário Leonardo Gadelha:

         Cumprimento-o como conterrâneo.

         Escutei-o e o vi em entrevista prestada â televisão da capital, onde me encontro em tratamento de saúde. Nada de mais grave: cirurgia de cataratas, apenas.  Coisa de velho.

Renovei esperanças – que nunca me faltaram – na retomada de ações administrativas do governo estadual, atendendo pleitos antigos da po-pulação da minha região, que dizem respeito à atuação de sua pasta. Afinal somos também contribuintes.

Desde o governo Wilson Braga sofremos a indiferença dos que o sucederam. Falo de ampliação e melhoria na rede de estradas que inter-ligam cidades, que permitem o acesso de população rural aos centros urbanos, que, com exclusividade concentram os serviços públicos.

Inacreditável para mim, que vigore tal politica de isolamento social, quando a badalada “inclusão social” levou Lula ao governo e lhe dá ine-gável popularidade, como muitos entendem. E o governo Maranhão III que você integra, é aliado e base de sustentação de Lula.

Vejamos alguns pontos de estrangulamento (falo da região onde moro) que sufocam o desenvolvimento esperado.

1 – Estrada Coremas/Piancõ, mesma área político-administrativa e geogrãfica, onde  famílias entrelaçadas  não se visitam nem na alegria nem na tristeza, não comercializam a sua produção pois a estrada estadual de barro existente, imprestável não recebe sequer uma patrol para sua conservação.

2 – Estrada São Bentinho/Coremas que dá acesso à BR 230, alfaltada por Wilson Braga resta imprestável para veículos, com cerca de 80% intransitável, isola os dois municípios.

3 – Estrada Coremas/ São José da Lagoa Tapada com nove qui-lometros asfaltados por Tarcisio Buriti, tem 90% intransitável e a parte de barro não recebe sequer uma patrol para terraplanagem.

4 – Estrada do Canal da Redenção (serve aos moradores da área, leva a Sousa, Aparecida e Coremas) vedada ao transito porque está totalmente destruída, e o canal com a estrutura semi-destruida.

Outro assunto: açudes arrombados nos invernos 2008 e 2009.

Sabemos que nos dois últimos anos caiu e correu muita água no sertão. Alguns açudes arrombaram. Escutei os governantes nas horas críticas, anunciarem amparo e socorro aos atingidos. Deixamos registros dos prejuízos nos escritórios da EMATER, seguindo recomendações. Tudo terminou em “colchonetes e cestas básicas”, para uns e outros não.

E agora? Bem. É renovar expectativas, como aconselha a sabedoria popular, que 2010 é ano de eleição e os anúncios já começam e  se repetem sobre assistência e melhoria no serviço publico. Podemos confiar? Nem tanto. Acontece que os prefeitos hoje chamados gestores, uns viraram fazendeiros ou turistas praieiros.

Apelar pra quem?  O zeloso deputado Jeová tratou do assunto dos açudes em reunião com a superintendencia do Banco do Nordeste, em Sousa, da qual participei. Grandes projetos, grandes idéias foram discu-tidas, anunciadas. Faz um tempão.De lá pra cá nada.

Que fazer?  Um novo inverno se aproxima.

Cordiais Saudações

       Eilzo Matos