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A Hora do Papangu
A VEZ E A HORA DO PAPANGU – Chegou o Papangu! Fora! Fora! Grita irritado o populacho, quando interrompem as danças para o anúncio laudatório da presença no palco das bandas musicais, de político não convidado, entre eles Ricardo Coutinho, que mediante custeio com o dinheiro da prefeitura de João Pessoa, quer deitar falação em qualquer lugar, mesmo para quem não o conhece e não pertence à sua jurisdição administrativa. Importa para ele a campanha que empreende para divulgar o seu nome, arrogar-se sabedoria que não tem, e deitar conselhos ina-ceitáveis de sua parte, dado o seu comprometimento como gestor público em crimes administrativos, e conduta pessoal suspeitíssima, que desmerece a sociedade paraibana. Em suma incompatível com a ética, exigida de todo cidadão. E haja vaia! Tem acontecido. Vendo pela fatura a informação recebida. Pouco tenho saído de casa, ultimamente, deixo a rua para filhos e netos, e fico aguardando com a tranqüilidade possível, o seu regresso de uma noite alegre entre amigos e familiares. Sei que essas festividades populares do mês de junho, cons-tituem uma tradição nordestina. Quanto ao oportunismo estapafúrdio de Ricardo Coutinho, dele sei há muito tempo, quanto às vaias, os apupos, para mim constituem uma novidade, mas uma ação corretiva. Tinha de acontecer. Acontecem em boa hora. Por que papangú? Fico a indagar. Melhor se ajustaria, na minha opinião, para identificar Ricardo Coutinho, grotescamente, como ele merece: Lobisomem. Bicho do mal, cruel, que pega mata e come, como o carcará de João do Vale. E ele tem agarrado o erário e rasgado o dinheiro público com violência de garras assassinas e irresponsáveis, e deixado em frangalhos os nervos dos servidores humildes da prefeitura, que enfrentam o terror de sua carantonha zangada. Que o digam também as abandonadas pessoas que vivem em alagadiços, em terrenos acidentados, entre baratas, ratos, escorpiões e mais bichos venenosos e nojentos, transmissores de doenças, em João Pessoa. Não falo dos ricos que moram em bairros bem cuidados por ele prefeito, que batem palmas quando ele chega seguido de puxa-sacos cabisbaixos de riso amarelo, em solenidades adrede progra-madas. O Mago gosta mesmo é de restaurante caro, de chefe de partido político que se vende, de festas para homenageá-lo tudo comprado e pago com o dinheiro da prefeitura. Gosta de funcionários humildes e desam-parados, submissos ao arbítrio de sua cruel vontade, de negócios escusos. Anúncios pagos, ele tem divulgado muitos – uma obra aqui, outra acolá - como outros o fizeram. É o que temos visto. E ele quer ser diferente. Impossível. Os outros corromperam e ele corrompe, os outros se aproveitaram do cargo e ele se aproveita. Como se vê, ele é uma cópia fiel de todos os denunciados e processados pela prática de métodos criminosos na administração pública. Diferença não existe entre eles, são iguais. Ricardo não provará a lisura do seu procedimento. Pense o leitor num envolvido, num processado, num condenado por crimes na gestão de car-gos públicos e verá a cara de Ricardo. * A ameaça, o medo, o ridículo, o desgosto, o encabulamento, eis a significação, a representação assumida pelo papangu – espantalho de tempos passados. O anuncio da sua presença, a insinuação de semelhança na aparência com o incômodo e mítico personagem, persiste, chegou aos nossos dias. Ele invadiu o mundo materno-infantil no meu tempo de menino, estragou encontros festivos nos meus brinquedos de criança, e o encontrei depois na literatura: em Zé Lins, Cascudo, Gilberto Freire e outros, dando-lhe ares de personagem real. O papangu representava, como no teatro mamulengo, a intimidação, o possível castigo, o provável malefício, o humor epitético que doía e marcava. “Lá vem o papangu, o papa-figo!” Alguém gritava. As mães tremiam desesperadas com tal anúncio, os meninos buscavam proteção no seu regaço. Hoje, idoso, me ocorrem essas lembranças que marcaram mo-mentos desagradáveis na minha vida, esse estorvo incomodativo nas reuniões de pessoas no trabalho e no lazer. Agora volta com nova roupagem, com a proteção faturada, custeada com o dinheiro público, que alimenta a sua vaidade doentia. Ricardo é assim. Impossível desmentir, a não ser através da mídia estipendiada, dos favorecidos irregularmente por ele, com atos administrativos publicados e também secretos, pagos sempre com dinheiro da prefeitura da capital. * Reabro esta panóplia do imaginário popular, a propósito da rea-lização em todas as cidades e povoados, em qualquer lugar onde se aglo-meram pessoas no Nordeste, das festividades juninas, com dança, bebidas, confraternizações, encontros alegres, apadrinhamento em torno de fo-gueiras votivas aos santos São João Batista e São Pedro. Um costume salutar, estimulante no relacionamento entre famílias e pessoas, ameaçado de descaracterização. A invasão por oportunistas, tipo Ricardo Coutinho, mancha e marca a pureza dos cumprimentos, do foguetório festivo e congratulatório. Mas Ricardo atira com a pólvora alheia, como é sabido, e o cidadão o apupa e retalia: chegou o papangu! Muito teremos de ver pela frente. No leilão da honra, Ricardo parte na frente, ameaça, arreganha os dentes que saem da boca torta e grunhe: – Pago mais! Cubro qualquer parada! Com o dinheiro da prefeitura, é preciso deixar claro. E eu como sempre, advirto: – Alerta Paraíba! Sigo em frente. Matéria não falta para comentar. A cada momento, novas e vergonhosas denúncias envolvendo Ricardo Coutinho enchem as páginas de jornais, os horários noticiosos de rádios e tevês. ..................................................................................................... Sertão, julho / 2009. Eilzo Matos
Categoria: Comentário do dia
Escrito por Eilzo Matos às 10h03
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Em memória de Orlando Almeida
EM MEMÓRIA DE ORLANDO ALMEIDA E PELA ÉTICA -– O PSB DEVE EXPLICAÇÕES À CAMPINA. ALERTA PARAÍBA! EILZO MATOS Com a palavra Campina Grande no seu direito de pedir, e Ricardo Coutinho no seu dever de explicar. Quanto a Guilherme Almeida, o essen-cial já foi dito. De qualquer forma, ensina a sabedoria popular que o tempo é o melhor juiz. Ele ditará o seu veredicto, fará justiça no momento certo. A conduta eivada de suspeita dos dirigentes do PSB, com instalações arrom-badas, programa partidário deixado de lado, evidenciam o desenlace ine-vitável. Algo como o juízo final. Pior para os culpados, para os pecadores. Falam até na adulteração de documentos (atas). Não custa esperar. * Modéstia a parte, é preciso informar, como segue. Militante na política desde a juventude, eu marco presença na cena partidária paraibana, mesmo sem maior destaque, há mais de cinqüenta anos. Meio século, vejam bem! Devo ter cometido erros. Algo trivial admito. Mas o meu nome jamais foi incluído em investigação ou decisão condenatória pela justiça publica, por qualquer delito, por atos de im-probidade. Este antecedente ligou-me com cordialidade e alguma intimidade à família Almeida, de Brejo de Areia, uma das mais ilustres da Paraíba. Para falar em tempos recentes, em Trinta, do Século XX, o Secretário de Se-gurança Pública José Américo de Almeida acantonado com tropas da Polícia Militar, em Piancó, habitava casa alugada, na rua de minha avó. Ali, estrategicamente colocados, vigiavam qualquer movimentação do coronel José Pereira, inssurreto, no município vizinho, Princesa Isabel. Por fim, passados muitos anos, ele me fez também secretário de segurança pú-blica, no honrado e pacífico governo Ivan Bichara, secretaria que já fora exercida, tempos atrás pelo meu tio Salviano Leite. * Sei que os meus amigos perrepistas, Valdir Lima e os Gaudêncio entre tantos outros, que já lavaram a alma, e vivem como vivemos a esta altura da existência a “vida dos comuns”, abespinhados batem na madeira com o nó dos dedos quando falo desses amigos: Zé Américo, Zé Rufino, Horácio, Thales, Amauri, Orlando. Paro por aqui, pois continuar a referir nomes de Almeidas importantes seria um nunca acabar. Todos ilustres, notáveis como cidadãos, cultos, dignitários respeitados. Desde a Presi-dência da República – alijados pelo Golpe de 37, com candidato tido como vitorioso –, a Ministérios, Academia Brasileira de Letras, Governo Es-tadual, Senado, Câmara Federal, Assembléia Legislativa, Secretarias de Estado, vereanças, edilidades, etc, etc ali estiveram presentes. * Sozinho, nos últimos anos, Orlando Almeida, filho do médico Elpí-dio de Almeida, ex-prefeito de Campina Grande, sustentava uma verda-deira legenda de honorabilidade como cidadão na vida pública e privada, que deixou como herança para os seus descendentes, no caso, para o seu filho deputado Guilherme Almeida. Grande como todo campinense, ex-prefeito, Orlando honrou como político não somente a sua cidade natal, mas toda Paraíba. Era um parlamentar que marcava a sua presença no plenário da Assembléia Legislativa, sempre vigilante e inteligente. Modes-tamente se deslocava de ônibus, todos os dias, de Campina para João Pessoa, não perdia sessão, e trazia na fronte sempre erguida, o sinal da firmeza do caráter, da coragem para a defesa das causas que diziam respeito à terra e ao povo, à discussão dos grandes temas. Ofereço o meu testemunho pessoal sobre os traços do seu tem-peramento altivo, de sua personalidade incorruptível, autorizado pela convivência estreita que mantivemos em todo este período de tempo. Eis que, alguns ressentidos e despeitados, chafurdam a sua tradição de distinção e cultura, opõem obstáculo traiçoeiro no caminho do seu filho e sucessor. Procuram embaraçar-lhe os passos na trajetória política. Inacei-tável tal postura partidária, justamente de onde partem as tocaias maldosas. Efetivamente, dada essa vivência e prática familiar e pessoal no exer-cício da administração, no desempenho e gestão de mandatos, vem a minha indagação: A que propósito se oferece e se submete o Partido Socialista Brasileiro, para impedir que assuma uma secretaria de Estado, para a qual foi convidado o deputado Guilherme Almeida, filiado a essa agremiação partidária, filho do antes referido Orlando Almeida? Aliás, PSB e PMDB, como coligados disputaram eleição, cujo gover-nador assume agora o cargo, e pede ao aliado a sua colaboração na composição do seu secretariado. Tudo muito natural e previsível. Da capacidade do deputado Guilherme Almeida todos falam, com elogiosas referências. Intentaria, gratuitamente, o partido, barrar o cumpri-mento de uma eficiente tradição do seu clã, do surgimento de militante político-partidário notável, partindo da nobre e aguerrida Campina Grande? Ou nada mais do que hipotética ameaça aos sonhos de grandeza de Ricardo Coutinho, na sintomatologia do mal que o ataca – misto de esquizofrenia e paranóia maníaco depressiva – e ameaça a normalidade da vida demo-crática paraibana? A ética indispensável e constitutiva da vida das pessoas e também das instituições, da vida pública, descarta semelhantes baixezas como a contida na proibição absurda. Cabe ao prefeito Ricardo Coutinho, firme na torpe hierarquia “milicosa” – não de militares honrados – dos seus coturnos vitoriosos, mostrar a elevação, a grandeza, o patriotismo, a pureza moral, a honorabilidade, como presidente do partido, explicando as razões do veto. Não aceitamos “camelôagens” fundadas na raposice que afronta a lei, que algumas vezes organiza coligação de abundantes legendas coopta-das à custa do erário. Nisso ele é mestre. Queremos a verdade do fato, sem a mídia enganosa que divulga o que quer e esconde também o que quer. Quero, e o povo também quer e espera a verdade. Campina merece. ..............................................................................................................Confluência Peixe/Piranhas/Piancó, junho/2009.
Categoria: Comentário do dia
Escrito por Eilzo Matos às 09h56
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