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Canal da Redenção II
II MEIO SÉCULO DE EVAPORAÇÃO. UMA DESCOBERTA DO COMUNISTA SABINO COELHO. HISTÓRIA PARA O GOVERNADOR ANTÔNIO MARIZ LER, SE QUISER SOCORRER, PROSPERAR. Marcolino Pires, os olhos azuis, herança dos flamengos que se espalharam pelos sertões paraibanos, vindos de Mauritsstad, espiava sempre para o Nascente, esperava as chuvas de inverno, ano após ano na ribeira do Rio do Peixe. Na vida campesina, anotava os processos da natureza, por onde passava, relacionava-os com a visão simplificada dos aglomerados estelares, dos astros de fogo que vagam sozinhos no espaço infinito. Esclarecidos os “sinais”, formulava a “profecia”. Nem sempre acertava quanto ao início ou fim, inten-sidade ou escassez pluvial do período. As chuvas chegavam com raios e trovões. Entre janeiro e junho elas sucediam-se próximas ou espa-çadas, formando brejos, propiciando safras volumosas, ou matando as lavouras, não deixando “recursos d’água”, pelos verões prolongados. Curvavam-se os sertanejos diante da vontade impre-visível e onipotente: “Força tem Deus que faz chover quando quer, de um momento para outro”. Nos tempos ruins, valiam-se timidamente das experiências, quando as roças murchavam. “Trovão num mês, chuva no outro”, exclamavam, não desesperavam. Das várzeas do Rio do Peixe onde se fixara uma população sofrida, o avô arribara em Setenta e Sete, do outro século, o pai em Quinze, ele em Trinta e Dois, anos de secas brabas que destruíam tudo. Depois voltavam para cuidar do que sobrara e lhes pertencia, tangidos também pela saudade do torrão natal. * O tempo passava e a notícia chegou inesperadamente àquele sertão há tanto tempo esquecido. Trouxe-a Evaristo Pordeus, morador dos baixios do Piranhas, na vizinhança, como ele uma vítima da inclemência dos ares. “– José Américo não vai deixar ninguém morrer de fome, nunca mais”. Explicara. Alistaram-se com outros sertanejos para obedecer or-dens, cavarem buracos, carregaram terra, para sobreviverem. Eles não entendiam bem o que se passava. O “barracão” fornecia-lhes a feira, eles comiam, guardavam o que sobrava e levavam para casa, para a família faminta. Ignoravam as idéias do Presidente Epitácio, o ímpeto voltado para as transformações que trouxeram os revolucionários de Trinta. Os novos homens tinham a força do poder e das pa-lavras. Falavam numa “Terra de Canaã” de que todos escutavam falar, naqueles tempos de pregações ouvidas nas missas, em silêncio respeitoso e contrito. Rios foram barrados. Marcolino Pires e Evaristo Por-deus ouviram dizer, e acreditaram, que as águas chegariam à sua porta e, “adeus seca, adeus fome”. Continuavam trabalhando, sem descuidar das observações que lhes ditassem esperanças. Em Quarenta e Dois e em Cinqüenta e Oito, o tempo arruinara de novo. Os filhos começaram a fugir em “Paus de Arara” para a Amazônia, para o Sul. Cansava esperar tanto e não ver a água chegar, mesmo com as campanhas políticas. Os açudes estavam prontos, cheios, mas os tribunos apelavam para o futuro. Cansava esperar, agarrados só na esperança. Marcolino, atento como sempre, intrigava-se com as grandes formações de nuvens que todos viam aparecendo depois do São João, os conhecidos “torreões” cheios d’água, certeza de chuva quando no começo do ano. Mas o vento levava-os para longe, não caia uma gota sequer. “Os tempos estão mudados...” filosofava reticente Evaristo Pordeus, no fogo da aguardente, quando se encontravam na feira. * Um dia Marcolino escutou pelo rádio: “Os açudes pú-blicos estão concluídos, cheios, a hidrelétrica instalada em Coremas. Até o projeto para trazer as águas para as terras planas do Piranhas e do Peixe, está pronto desde 1935. Os políticos esquecem o seu dever. Adiam a solução do problema, ficam apenas em conversa fiada.” Quem falava era o agrimensor comunista Sabino Coelho, um homem da região. Marcolino ouvira referências ao seu nome. Temia-o, rejeitava fosse o que fosse, desde que partisse dele, um “comunista” como advertia o dirigente da Caixa Rural, Otaviano Marinheiro Fontes. Mas continuou a escutar o que ele dizia. “Não adianta falar em projeto novo – esclarecia o agrimensor -, pois o antigo, o que já existe, vale tanto quanto o das Pirâmides do Egito que têm mais de quatro mil anos e ainda estão de pé. Querem é gastar mais dinheiro com empresários ricos, deixar o povo na mão. Enquanto isso o sertão morre de sede, a água evapora dos açudes há mais de cinqüenta anos, vira nuvem que não chove na seca. É uma safadeza”. O sertanejo refletiu, espantado com a descoberta. Então aquelas eram as nuvens que apareciam depois do São João. O comunista era persistente e procurava deixar claros os seus ar-gumentos: “Percebam os ouvintes, o exemplo da manipulação do DNOCS, pelos que não estão interessados em resultados para o povo, em produção para o país. Querem apenas construir, construir para deixar o dinheiro na mão de alguns. Tanto é verdade que o que existia de importância administrativa em São Gonçalo desapareceu. E hoje os colonos ali fixados vivem tão sacrificados como agricultores de sequeiro, uns, e outros transformaram-se em grandes proprietários. Mesmo depois da criação de uma cooperativa, assistida e financiada pelo Banco do Nordeste do Brasil, que já comprou terras noutro Estado, fez a fortuna de poucos, dilapidou recursos financeiros. Grandes fortunas de poucos, repito, para confirmar o tipo de governo que temos tido”. A evidência, permitam-me reconhecê-lo, levava-o a concordar com o que falava o comunista Sabino Coelho. Aumentava a pilhagem dos dinheiros públicos, e os assaltantes de “colarinho bran-co”, desfrutavam prestígio e maior influência nos escalões superiores da República. A partir de Collor, e agora com Fernando Henrique, o nosso modelo, cada dia mais privatista e liberalizante, vai deixar Marcolino Pires e Evaristo Pordeus vendo nuvens na seca, as águas sumindo na evaporação, até que a catarata ou o tracoma liquide-lhes uma vez por todas a visão, já ameaçada com o passar dos anos. Assim fenecerá nas chamadas terras férteis, outrora chamadas “jardim”, a renitente esperança sertaneja. * Os tempos mudam, entretanto, como observara Evaristo Pordeus, estimulado pelos vapores etílicos. Aí estão as obras do canal em andamento acelerado, fruto da ação decisiva e firme de José Maranhão, resgatando os propósitos de Antônio Mariz na sua breve passagem pelo governo; aí está Marcondes Gadelha na Secretaria da Agricultura do Estado. Eles são destas várzeas, eles são de Sousa. Aqui moram suas famílias, seu povo. Outros construíram os açudes, elaboraram os projetos. Talvez Marcolino Pires e Evaristo Pordeus saibam de tudo isto, e acreditem ainda, que as águas chegarão por fim à sua porta. É o que falta fazer.
Categoria: textos antigos
Escrito por Eilzo Matos às 09h12
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Canal da Redenção
O CANAL DA REDENÇÃO Transposição das águas dos açudes Coremas/Mãe D’água para as várzeas de Sousa – Esforço do Governador José Maranhão – O fio da meada. (A UNIÃO DOMINGO, 01 DE FEVEREIRO DE 1998 EDIÇÃO ESPECIAL PÁGINAS 12,13) I DURANTE doze anos como deputado estadual e secretário de Estado, empreendi um trabalho persistente para a revitalização e retomada da plena atividade do DNOCS. Tinha em vista o desenvolvimento do sertão semi-árido, a partir de São Gonçalo, no município de Sousa, onde se concentrava na Paraíba a ação administrativa e cientifica com este objetivo. O projeto era antigo. Vinha do Presidente Epitácio Pessoa. Implantadas 95% das obras desde José Américo até o Presidente Juscelino, parou tudo. Ficaram os gigantescos açudes, os acampamentos com a infraestrutura residencial e administrativa, esgotando-se num abandono criminoso. Restou ainda uma hidre-létrica, que nos forneceu (a Sousa, Patos, Piancó, Pombal, Cajazeiras e outras localidades) energia permanente antes da chegada de Paulo Afonso ao nosso sertão. Pioneirismo. Pouca gente sabe disto. Faltava apenas construir o canal, cujo projeto dormia nas gavetas viciadas dos altos escalões administrativos. Reagi. A maioria das pessoas ignorava a existência do projeto, enquanto a totalidade de população descrente, não acreditava sequer na possibilidade de tal realização. Fiz inúmeros discursos específicos sobre o tema, o que está registrado nos anais da Assembléia Legislativa do Estado. Participei de simpósios e reuniões alusivos à agricultura e ao desenvolvimento de projetos de irrigação, dentro e fora do Estado, levando sempre à discussão, a necessidade imperiosa de construção do Canal Engenheiro Luiz Vieira, que possibilitaria a transposição das águas de Coremas / Mãe D’água para as várzeas de Sousa. Registrou, a imprensa, na época as minhas ações. Reivindiquei, por fim, como representante da Assembléia Legislativa do Paraíba, convidada para a reunião extraordinária da Comissão do Polígono da Secas, do Congresso Nacional, em caráter excepcional, realizada em Morada Nova, no Ceará, em 1973, a construção do Canal Engenheiro Luiz Vieira, ligando as bacias dos açudes Coremas / Mãe D’água - São Gonçalo, com vistas à irrigação das Várzeas de Sousa e áreas férteis nos municipios de São José da Lagoa Tapada e Nazarezinho. Tive na ocasião, a honra de receber o decisivo apoio do Senador Rui Carneiro, presente à reunião, de fundamental importância para a aprovação da minha proposição. Dessa forma foi retomado nos escalões adminis-trativos superiores o reestudo do projeto original, o que foi contratado com a empresa Hidroservice. A conclusão das avaliações indicou ao projeto outras alternativas. Excuta-se no momento, uma dessas alternativas. Se constituia, então, uma ação isolada, a minha luta vem colhendo vitórias e aliados ao longo do tempo, a exemplo da reabertura do Instituto Agronômico José Augusto Trindade, a meu requerimento, e à transposição das águas agora iniciada, graças ao empenho do saudoso Antônio Mariz e a coerência de José Maranhão, em relação aos projetos de governo que juntos elaboraram. Para desfazer possíveis dúvidas, e não parecer que vou “de carona” em teses alheias, a imprensa da época registrou a minha persistência no tratamento do tema, o que fazia em nome da minha região, do meu Estado. Eleito Antônio Mariz, Senador da República, chamei a sua atenção para o problema e disse-lhe: “Faça como José Américo, como João Agripino. Discuta a política que dita os rumos da nação, mas fixe o seu nome na memória coletiva, igualmente, como eles o fizeram, através de obras materiais de interesse geral. José Américo notabilizou-se com as obras contra as secas: João Agripino com a construção de estradas, de eletrificação, de que carecia urgentemente o Estado”. Enviei-lhe cópias dos projetos que me foram cedidos por Joaquim Carneiro, e ele apresentou uma emenda simbólica ao or-çamento da União destinando recursos para a obra, fazendo-a renascer na burocracia nacional. Mas as coisas não estavam fáceis. Eleito Antônio Mariz, Governador, voltei ao assunto, e escrevi para que ele a lesse, a pequena narrativa abaixo: (continua)
Categoria: textos antigos
Escrito por Eilzo Matos às 09h03
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Diário da Fazenda
SÓ PARA OS DA “MELHORIDADE” (Diário da Fazenda) Deixemos os jovens na alegria de sua idade. Reflexão é para velhos. A maneira de dizer as coisas – e, sobretudo, a respeito de quê e de quem – leva ao sucesso pessoal. Faz história. Esta certeza aportou no meu cotidiano já vai tempo, desde os anos Cinqüenta do século passado. Fui freqüentador de simpósios e costumava pensar em bloco raciocinando o tempo todo, como era recomendado aos aficionados. E chegamos inte-lectualmente, onde estamos. Sucesso total. Vejam hoje a cena urbana: ponto de pipoqueira é porta de Faculdade, mas particular, como vaticinou e cantou Martinho da Vila. Ali estão os universitários de bermudas e boleto bancário no bolso da bunda. E a imagem de FHC, coonestando e derru-bando mitos da sabedoria e cultura através dos continentes, com Lula no seu encalço em jogadas geniais, monitorados pela CIA e KGB dantanho e dagora. É bom saber. Nada de recolhimento para meditação. A cama leva ao relaxamento e ao sono irresistível – e vem o sonho de cambulhada, com pesadelos e fantasias jamais criadas, mesmo nas extravagâncias de Hitchcock, Chaplin, Bergman e Buñuel, na inventividade criptocientífica dos estúdios de Hollywood. Assim advertia e ensinava o celebérrimo Vão Gôgo que chegava a definições e conceitos geniais em poeminhas e no seu “dicionovário”. – sucesso editorial comparável ao ubérrimo (ver José de Alencar em O Sertanejo) Paulo Coelho dos caminhos de Santiago de Compostela. E como a “Portela” de Paulinho da Viola – um rio, um sonho que ficou samba. A leitura e a pesquisa realizadas em graduação e especialização universitária, pouco diziam e nada me disseram, e menos ainda renderam na edição e emissão de verdades verdadeiras ou sofísticas. Ora, a verdade estava ali a olhos vistos: “todos os cafajestes que dormiram na minha caminha eram anjinhos” e “sou imortal sem fardão” – que ainda hoje sabemos, consagraram os falecidos e imortais Leila Diniz e Ibrahim Sued. * Não faço humor. Assim nasceram Brasília e a indústria auto-mobilística. Precisa falar mais? Todos agora sabem tudo. A rota do sucesso e do conhecimento, estão ao alcance de qualquer um, como ensinam novelas na TV, as mulheres nuas atiradas no “Caldeirão do Hulk”; criancinhas torturadas, assassinadas pelos pais, no Ratinho e Datena, personalidades vips como o imperador Adriano, o cantor Belo e mulheres notáveis como Márcia, Angélica, Adrianne e Hebe, em horários cativos com a nação ajoelhada a seus pés: evolução e modernização da prostituição; das casas de ópio chinesas vistas por Marco Pólo, das galés e estalagens cervantinas, protegidas pela mídia contra os bisbilhoteiros. Querem provas? Duvidam, certamente, os que atentam pouco para os efeitos da “bolsa família”, que resume a violência das regras que falam da propriedade e da representação política. Assim esclareceu o senador per-nambucano Jarbas Vasconcelos. * Não falo do Brasil, mas do meu mundo, do que vejo e conheço – o sertão nordestino. Os dizeres que escuto na feira e na fazenda confirmam tais ra-ciocínios. A sabedoria do Padre Cícero do Juazeiro – consubstanciada em títulos e mais títulos preparados pelos cearenses, ciosos do seu patrimônio territorial e também cultural – ensina e tranqüiliza os nordestinos com verdades insofismáveis: - o mar vai virar sertão, o sertão vai virar mar; - a roda grande vai rodar dentro da roda pequena; - chegará o tempo de muito chapéu e pouca cadeira, e de muito rasto e pouco pasto. Dessa legenda de sabedoria, decorre a nossa firmeza e resistência aos percalços naturais e sociais que somos levados a enfrentar. Ninguém ousará negar tais assertivas, por mais surrealistas que pareçam, que partem da origem do mundo e chegam aos modernos conceitos de meio ambiente, ecologia, demografia. O pessoal por aqui acredita no que Lula fala. Um novo Padre Cícero Romão, imaginam. E as “pesquisas” (entre aspas mesmo) o comprovam. Crise? Que crise? Zomba Lula e o povão o aplaude insuflado por aloprados frenéticos. Crise existia no passado. Hoje quem trabalha ganha e quem não quer trabalhar fica em casa e recebe. Conheço pessoas que jamais criaram um pinto ou plantaram uma cova de feijão, e recebem o seguro safra, em razão de seca ou excesso de chuvas. Lula recentemente afirmou, e a mídia divulgou, que a economia vai do jeito que Deus gosta. Crente na existência do Onipotente e submisso à Sua vontade, o povo aceita e assim vive. O cartão bancário é para todos. Com ele o titular recebe cem e compra mil. É só querer e ser esperto. Dá pra levar a vida. Mas eu fico a matutar: de que economia fala o presidente? Porventura as de Marx, Keynes, Maílson Nóbrega, meu amigo de tempos passados? Do conjunto de interesses econômicos do povo, sob a proteção jurídica do Estado? Da economia informal, abrangendo prestação de serviços, por camelôs, pequeno artesanato, atividade de vigia de esta-cionamentos e ilegais como o contrabando? Acho que, talvez, a que freqüenta organizações internacionais afiliadas a sistemas. Entendo assim. Corrijo-me: – Nada disso. Lula fala atento ao gosto de Deus, cujas regras, insondáveis, estão na vontade d’Ele. Aplaudido, como o padre santo de Juazeiro, Lula sabe o que agrada o Poderoso. Junta o seu nome aos de milhões de sábios e pesquisadores que palmilham a trilha da teologia. Daí a sua frase de efeito. A razão está com o presidente. As pesquisas o confirmam. Retorna, todavia, a minha dúvida, a minha indagação e indignação. Não consigo evitar. Tentação do demônio. Penso no fogo devorando a Amazônia, o Pantanal, a desertificação engolindo o Nordeste. E as ende-mias, os esgotos a céu abertos, as balas perdidas da guerra civil, a falta de medicamentos e de hospitais, as filas para os anúncios de benefícios à população, a miséria alastrando-se. Como entender tais contradições? Con-tinuo pensando como Camus, que existem os que usam o distintivo para serem identificados. Os que se recusam a fazê-lo, serão irremediavelmente reconhecidos. Esta a técnica perniciosa do arbítrio como exercício do poder nas ditaduras. João Pedro Stédile arrazoou na Carta Capital, que Lula tem atendido a todas as demandas dos capitalistas. Os banqueiros puderam reduzir a transferência ao Banco Central, dos depósitos à vista, ou seja, um reforço de caixa de 180 bilhões de reais com os quais compraram títulos do governo, recebendo 11% de juros. Consiste e revela-se dessa maneira, em tais prolegómenos, o jeito do gosto divino? Afinal João Pedro e Lula são teólogos ou mestre da eco-nomia e da política? .................................................................................................................... Continua trovejando em junho! Chuva fina e persistente. 08/6/2009
Categoria: Comentário do dia
Escrito por Eilzo Matos às 15h59
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